sábado, 8 de novembro de 2008

São Sebastião do Rio de Janeiro

Gente como essa cidade não há de haver em todo universo. Ouvir um choro antigo tocado pelos amigos, ver o sorriso de quem às vezes nem o que comer. As janelas abertas, o samba no botiquim, a moça que proseia entre um registro e outro de uma caixa de mercado. O jeito leve, suave de caminhar, de falar que só o carioca tem. Meu Deus que saudade tava desse lugar nem eu sabia. Obrigada Deus nasci no lugar certo!!! E voltei pra ele com enorme felicidade

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Reflexão 1


Escrevi isso em Viena no dia 5 de Abril de 2008, com a ideia de escrever várias reflexões não só tristes e melancólicas mas alegres também. Por isso nomeei o blog assim. Espero que gostem. Inspirada em Fernando Pessoa, lógico com uma breve licença um pouco brega..... hahahahh



E tão difícil cessar essa falta essa dor essa certeza de que não tinha mais de procurar meu par, que ele já estava ali. É uma dor que hoje em meu tempo ninguém pode entender, uma dor de poeta de antigamente, uma dor de Pessoa de Florbela Espanca. Só eu sei, talvez poucas pessoas ainda sintam isso essa ternura essa saudade, esse respeito. Eram tantos sonhos bonitos, tantos jardins tantas plantas na casa que imaginava. Tão sonorosas as crianças que corriam na varanda. Como te amo ainda, mas um amor estranho, um amor amargurado por nunca mais poder ser perfeito. Por nunca mais poder ter confiança, a vontade que tinha era ir agora de encontro a você e dizer o quanto estou castra a esse amor mas de nada adiantaria, seria até pior pois parece que quanto mais seguro te deixo mais longe você fica de mim. Como se com você só funcionasse a falsidade. O problema e que não te quero perto, pois sei e sei do fundo da minha alma que já não posso mais acreditar em tuas palavras e por mais amor que tenha e por mais que a vida nos colocasse pela milésima vez juntos não adiantaria. Eu te perdoei muitas vezes não falo de traições mas de passos mal dados, mentiras desnecessárias, a tua maneira errada de viver a tua falta de jeito de tratar a vida. E agora me encontro entre a mulher e a menina madura e perdida. Com a certeza de que era você, a certeza do que queria e a mágoa mas profunda de você não ter visto, não ter entendido e vejo em você no mesmo caminho um homem cheio de metas, cego por elas, seguro e ao mesmo tempo um menino que me olhava de canto e eu achava que eu que estava desprotegido que precisava de mim, como tua mãe e eu fiz tudo te abriguei no meu corpo na minha alma. E só você era visto na minha retina, me esforçava pra ter outros rumos na minha vida, mas teus olhos negros me aprisionavam de todo e do maior amor que tinha no mundo...

Reflexão 2

Viena 7 de Abril de 2008.

Pela vida andei
Vi estradas, vi caminhos
quantas línguas falei
poliglota da solidão
Quantas despedidas
e chegadas passei
Te vi mas não te enxerguei
Aportei e ancorei num mar de cinzas
onde jogaram meu coração
e lá no fundo do oceano
eu despertei
Ainda é tempo de voltar
De reaver o que abandonei
Vou entre nuvens cor de algodão
num sopro de ar
no recomeço de mim mesma
Em busca de essência da vida
Da mais suave verdade
Da mais pura felicidade
A que morava no interior de mim
de quando me lancei
Aquela que independe de idade
mas soa como uma infância colorida
leve sem o peso da tua falsidade
Eis que voltei
Volto a vida que já não me pertencia
aquela mesma vida que te entreguei
reato os nós
e deles faço o mapa
de onde quero chegar

para Luis Leite

Crítica maravilhosa do cd por Ailton Magioli


Rio de Janeiro, dia 3 de novembro de 2008.

Hoje tive o enorme prazer de receber a entrevista que dei a Ailton Magioli, do Estadão de Minas fazem uns dias. Fizemos pelo telefone , tempos modernos né. Eu na fila do consulado , uma confusão mas mesmo assim ele escreveu belamente e expressou tudo o que eu queria dizer. Agradeço de coração. só uma ressalva: eu amo Minas se não fosse carioca seria mineira com certeza...Espero que gostem da entrevista:


Secção : Música - 04/11/2008  - Estadão de Minas - por Ailton Magioli
Lili Araujo estréia com o álbum Arribação


A carioca Lili Araujo lança o disco Arribação, com canções compostas por ela

Lisonjeada com a comparação com Elis Regina, a carioca Lili Araujo, de 26 anos, estréia na carreira fonográfica com Arribação (Oficina Records) de olho no mercado externo. Diante da dificuldade para levar público ao show de lançamento do CD no Rio de Janeiro, onde, acredita ela, as pessoas preferem sair para dançar e beber, Lili pensa em montar quarteto para excursionar pela Europa.

À primeira audição, a tessitura e a extensão aguda do timbre remetem a Elis Regina. Aos poucos, no entanto, Lili Araujo vai provando que tem personalidade, não apenas pela força do canto, mas principalmente pelas letras que assina. O disco de estréia promove união perfeita entre jazz, samba e choro. “Elis é uma diva, uma maestrina vocal”, reconhece, lembrando que muitos gostam de compará-la a intérpretes famosas. “Isso ocorre com todas. Roberta Sá, por exemplo, foi chamada de Marisa Monte”, conforta-se. Afirma que, mesmo que o repertório e o próprio vestuário remetam a Elis, ela segue em busca do próprio caminho. “Se Chico Buarque não ouvisse Assis Valente e Noel Rosa, provavelmente não faria letras tão maravilhosas”, adverte.

Carioca da Tijuca, criada nas rodas de samba e de choro da Lapa, Lili Araujo cantou e tocou cavaquinho na noite, além de estudar na Escola de Música Villa-Lobos. Casada, foi morar em Viena, na Áustria, onde, além de aprender outros idiomas, aproveitou para aperfeiçoar o canto. A temporada européia foi essencial para desenvolver a porção jazzista, graças ao convívio com Alegre Corrêa, gaúcho que tocou com grandes jazzistas.

“O Alegre é um guru para mim. Aprendi muito com ele”, elogia. De volta ao país, ela se juntou com um time de músicos brasileiros – a exceção é o saxofonista americano Jerremy Powell – para gravar Arribação. Além de Roma e Novamente, da parceria com o brasileiro radicado na Áustria, o disco traz as canções Tapete azul, Lendas do mar, Coisas demais por fazer, Todas aquelas coisas, Luz da lua, Consciência, Tem palmeira (já em execução na Guarani FM) e Na gafieira.

sobre decepção e amor...

Rio de Janeiro 3 de Novembro de 2008

Hoje sofri uma grande decepção, acho que a maior de toda a minha breve vida. E vinda de uma pessoa a qual amava muito. E vi que infelizmente minha ingenuidade aos poucos se esvai. Com a frieza com que o ser humano pode se comportar. É triste acho que pra qualquer pessoa sonhar e até mesmo visualizar um futuro ao lado de alguém e ter de volta ingratidão. Mas às vezes nos enganamos e criamos essa pessoa dentro de nós. Na verdade projetamos o que seria aquilo que fosse nos fazer a pessoa mais feliz e realizada do mundo, e que em algum momento possa até nos ter feito. Não é a toa que 80 % das canções falam de amor, amores que acabaram, amores que fazem bem e amores que fazem mal. O problema é administrar tudo isso no momento em que estamos no meio do turbilhão. A decepção acho que é a dor sentimental mais profunda que alguém pode sentir, acompanhada da traição. Não entendo  traição ninguém te obriga a ficar junto de ninguém todos temos o livre arbítrio de estar com quem quisermos e isso é que faz de nós seres livres e inteligentes. Mas infelizmente as pessoas não são movidas apenas pelo que sente mas pelo que desejam sendo capazes de barbaridades pra alcançar as metas que elas projectaram. Estou falando de interesses, de dinheiro, de status. Infelizmente o mundo tá cheio de gente assim por aí. E eu dei o azar de cruzar com uma em minha vida, a qual amei por 6 anos ininterruptos. Um amor sincero, cheio de carinhos, de vontade de crescer junto, de ajudar, de construir, de proteger. Mas fui enganada, é difícil admitir isso. É humilhante e machuca muito mas estou segura que muitas mas muitas mulheres e homens já passaram por isso. Eu sou apenas mais uma dentre eles. O pior não é quando o amor acaba, é quando amor acaba com a imagem bonita que você tinha da pessoa que conviveu. Eu sinto agora como se tivesse vivido por dois anos na mesma casa com um estranho, uma pessoa que nunca conheci. Como os milhões de pessoas que você passa na rua e vê por 5 segundos. É esse tipo de sentimento que tenho, não sei o que ele sente, não sei quais são seus sonhos, não sei sobre seu caráter... É como um olhar instantâneo e todos os momentos bonitos viraram cinzas, pois eles também não devem ter sido de verdade, eles não foram vividos, essa pessoa não estava lá, ou estava mas ela não existe mais. O que existe agora é mais uma pessoa a qual talvez nunca venha saber o nome...

Sejam bem vindos

Queridos amigos hoje resolvi criara um blog. Um diário da minha vida , das coisas que penso que sinto. É tão engraçado desde menina sempre escrevi , vai ver por isso me tornei compositora. Tudo me abismava queria saber porque faca se chamava faca e não garfo coisa de criança. Tudo eu queria explicação hoje ao longo dos meus 26 aninhos entendi muitas coisas, as origens das palavras mas vejo que nos sentimentos ainda temos muito que apreender e sempre. Queria dar as boas vindas a todos. Vou publicar aqui meus rabiscos de letras, poemas, reflexões de momentos bons quanto ruins. Quero dividir o que penso e o que sinto. Por nada mais que o simples fato que alguém, um ser humano como eu possa também estar sentindo o mesmo ou até já ter sentindo. Por identificação todos nós nascemos, somos felizes, tristes, sofremos, sorrimos, choramos, sonhamos e por aí vai durante essa longa estrada chamada vida...