terça-feira, 4 de novembro de 2008

Reflexão 1


Escrevi isso em Viena no dia 5 de Abril de 2008, com a ideia de escrever várias reflexões não só tristes e melancólicas mas alegres também. Por isso nomeei o blog assim. Espero que gostem. Inspirada em Fernando Pessoa, lógico com uma breve licença um pouco brega..... hahahahh



E tão difícil cessar essa falta essa dor essa certeza de que não tinha mais de procurar meu par, que ele já estava ali. É uma dor que hoje em meu tempo ninguém pode entender, uma dor de poeta de antigamente, uma dor de Pessoa de Florbela Espanca. Só eu sei, talvez poucas pessoas ainda sintam isso essa ternura essa saudade, esse respeito. Eram tantos sonhos bonitos, tantos jardins tantas plantas na casa que imaginava. Tão sonorosas as crianças que corriam na varanda. Como te amo ainda, mas um amor estranho, um amor amargurado por nunca mais poder ser perfeito. Por nunca mais poder ter confiança, a vontade que tinha era ir agora de encontro a você e dizer o quanto estou castra a esse amor mas de nada adiantaria, seria até pior pois parece que quanto mais seguro te deixo mais longe você fica de mim. Como se com você só funcionasse a falsidade. O problema e que não te quero perto, pois sei e sei do fundo da minha alma que já não posso mais acreditar em tuas palavras e por mais amor que tenha e por mais que a vida nos colocasse pela milésima vez juntos não adiantaria. Eu te perdoei muitas vezes não falo de traições mas de passos mal dados, mentiras desnecessárias, a tua maneira errada de viver a tua falta de jeito de tratar a vida. E agora me encontro entre a mulher e a menina madura e perdida. Com a certeza de que era você, a certeza do que queria e a mágoa mas profunda de você não ter visto, não ter entendido e vejo em você no mesmo caminho um homem cheio de metas, cego por elas, seguro e ao mesmo tempo um menino que me olhava de canto e eu achava que eu que estava desprotegido que precisava de mim, como tua mãe e eu fiz tudo te abriguei no meu corpo na minha alma. E só você era visto na minha retina, me esforçava pra ter outros rumos na minha vida, mas teus olhos negros me aprisionavam de todo e do maior amor que tinha no mundo...

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