segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Mergulho noturno ( março de 2006 - Viena)

É como se ela se afogasse na fronha do travesseiro
Num mergulho nas ideias
E visse um mar de melancolia que virá a sua frente

Ouvia a respiração sonolenta
daquele que um dia
ela acreditava que ser seu maior alento
E o sono venceu o cansaso de quem vive de sonhos

Acorda que a vida segue
É tudo tão rápido
Pense, ande, faça
Rápido

Silêncio!

Solidão acompanhada ( Maio de 2006 - Viena)

É esse passado que nos cega
Já secou todas as minhas lágrimas
E toda a discórdia ele carrega

Penso que a vida segue
Mesmo sem imagina-lá
Sem você

E aos poucos me conformo com isso
E de tão imatura seguimos essa relação

Necessito de espaço, de identidade,
de personalidade

Aqui nada sou
nada somo e por isso sou somente amor
teu amor

Se não podes esquecer um simples passado
porque eu me esqueci do meu
Esqueci de minha minha vida inteira
de todas minhas ideias e projetos
Fiz isso em vão?
Enquanto você não esquece e não se esforça em esquecer o teu passado
Se for pra brigar tanto contigo por isso
prefiro a triste e calada solidão.

Pelo menos nela tem paz
Tem sossego
É como uma pequena morte
É como não ser
É vazia mas é completa e minha
de mais ninguém
Lá poderei ser eu
Não um peso na vida
Como soam em suas diárias palavras