terça-feira, 4 de novembro de 2008

sobre decepção e amor...

Rio de Janeiro 3 de Novembro de 2008

Hoje sofri uma grande decepção, acho que a maior de toda a minha breve vida. E vinda de uma pessoa a qual amava muito. E vi que infelizmente minha ingenuidade aos poucos se esvai. Com a frieza com que o ser humano pode se comportar. É triste acho que pra qualquer pessoa sonhar e até mesmo visualizar um futuro ao lado de alguém e ter de volta ingratidão. Mas às vezes nos enganamos e criamos essa pessoa dentro de nós. Na verdade projetamos o que seria aquilo que fosse nos fazer a pessoa mais feliz e realizada do mundo, e que em algum momento possa até nos ter feito. Não é a toa que 80 % das canções falam de amor, amores que acabaram, amores que fazem bem e amores que fazem mal. O problema é administrar tudo isso no momento em que estamos no meio do turbilhão. A decepção acho que é a dor sentimental mais profunda que alguém pode sentir, acompanhada da traição. Não entendo  traição ninguém te obriga a ficar junto de ninguém todos temos o livre arbítrio de estar com quem quisermos e isso é que faz de nós seres livres e inteligentes. Mas infelizmente as pessoas não são movidas apenas pelo que sente mas pelo que desejam sendo capazes de barbaridades pra alcançar as metas que elas projectaram. Estou falando de interesses, de dinheiro, de status. Infelizmente o mundo tá cheio de gente assim por aí. E eu dei o azar de cruzar com uma em minha vida, a qual amei por 6 anos ininterruptos. Um amor sincero, cheio de carinhos, de vontade de crescer junto, de ajudar, de construir, de proteger. Mas fui enganada, é difícil admitir isso. É humilhante e machuca muito mas estou segura que muitas mas muitas mulheres e homens já passaram por isso. Eu sou apenas mais uma dentre eles. O pior não é quando o amor acaba, é quando amor acaba com a imagem bonita que você tinha da pessoa que conviveu. Eu sinto agora como se tivesse vivido por dois anos na mesma casa com um estranho, uma pessoa que nunca conheci. Como os milhões de pessoas que você passa na rua e vê por 5 segundos. É esse tipo de sentimento que tenho, não sei o que ele sente, não sei quais são seus sonhos, não sei sobre seu caráter... É como um olhar instantâneo e todos os momentos bonitos viraram cinzas, pois eles também não devem ter sido de verdade, eles não foram vividos, essa pessoa não estava lá, ou estava mas ela não existe mais. O que existe agora é mais uma pessoa a qual talvez nunca venha saber o nome...

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