terça-feira, 4 de novembro de 2008

Crítica maravilhosa do cd por Ailton Magioli


Rio de Janeiro, dia 3 de novembro de 2008.

Hoje tive o enorme prazer de receber a entrevista que dei a Ailton Magioli, do Estadão de Minas fazem uns dias. Fizemos pelo telefone , tempos modernos né. Eu na fila do consulado , uma confusão mas mesmo assim ele escreveu belamente e expressou tudo o que eu queria dizer. Agradeço de coração. só uma ressalva: eu amo Minas se não fosse carioca seria mineira com certeza...Espero que gostem da entrevista:


Secção : Música - 04/11/2008  - Estadão de Minas - por Ailton Magioli
Lili Araujo estréia com o álbum Arribação


A carioca Lili Araujo lança o disco Arribação, com canções compostas por ela

Lisonjeada com a comparação com Elis Regina, a carioca Lili Araujo, de 26 anos, estréia na carreira fonográfica com Arribação (Oficina Records) de olho no mercado externo. Diante da dificuldade para levar público ao show de lançamento do CD no Rio de Janeiro, onde, acredita ela, as pessoas preferem sair para dançar e beber, Lili pensa em montar quarteto para excursionar pela Europa.

À primeira audição, a tessitura e a extensão aguda do timbre remetem a Elis Regina. Aos poucos, no entanto, Lili Araujo vai provando que tem personalidade, não apenas pela força do canto, mas principalmente pelas letras que assina. O disco de estréia promove união perfeita entre jazz, samba e choro. “Elis é uma diva, uma maestrina vocal”, reconhece, lembrando que muitos gostam de compará-la a intérpretes famosas. “Isso ocorre com todas. Roberta Sá, por exemplo, foi chamada de Marisa Monte”, conforta-se. Afirma que, mesmo que o repertório e o próprio vestuário remetam a Elis, ela segue em busca do próprio caminho. “Se Chico Buarque não ouvisse Assis Valente e Noel Rosa, provavelmente não faria letras tão maravilhosas”, adverte.

Carioca da Tijuca, criada nas rodas de samba e de choro da Lapa, Lili Araujo cantou e tocou cavaquinho na noite, além de estudar na Escola de Música Villa-Lobos. Casada, foi morar em Viena, na Áustria, onde, além de aprender outros idiomas, aproveitou para aperfeiçoar o canto. A temporada européia foi essencial para desenvolver a porção jazzista, graças ao convívio com Alegre Corrêa, gaúcho que tocou com grandes jazzistas.

“O Alegre é um guru para mim. Aprendi muito com ele”, elogia. De volta ao país, ela se juntou com um time de músicos brasileiros – a exceção é o saxofonista americano Jerremy Powell – para gravar Arribação. Além de Roma e Novamente, da parceria com o brasileiro radicado na Áustria, o disco traz as canções Tapete azul, Lendas do mar, Coisas demais por fazer, Todas aquelas coisas, Luz da lua, Consciência, Tem palmeira (já em execução na Guarani FM) e Na gafieira.

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