quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
21/11/2008 "Estrangeiro"
Já não me sinto parte de lugar algum, como quem anda sem relógio. Às vezes invejo as pessoas que retornam as suas casas todo fim de tarde, na rotina constante e se depararam com a louça de ontem na pia. Mas me sinto fora da regra, dos padrões às vezes privilegiada mas eu me contento e me orgulho da minha liberdade. Não há nada que me prenda nem idiomas, nem cidades. Podem ser cheias e populosas, como vazias, em ordem, nada calorozas. Eu sou do mundo e é dele que sou cria, mas não pertenço mais a nenhuma parte dele, nem a rotina dele apenas sou apenas cria dele. A mim importa não a rotina mas sim a fantasia envolta nas coisas.
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